quarta-feira, 2 de maio de 2012

A Esfinge (A ironia é a chave do céu)


Decifra-me ou te devoro!

Einstein passava pelo Egito, quando se deparou com a Esfinge.
A Esfinge disse:
Decifra-me ou te devoro grande homem.
Eu sou o simbolo da verdade do mundo.
Tens 10 segundos ou te devoro.

Einstein se viu sem saída e falou:
Ok, tenho certeza que temporalmente mais espacialmente vezes quatro mais cinco segundos a partir de agora, tu és a energia vezes a matéria, ou talvez a partícula de Deus.

A Esfinge olhou prum lado pro outro, e... sssgggaarrffffkkkkk, estraçalhou o jovem Einstein.

Freud passava pelo Egito, quando avistou a Esfinge.
A Esfinge disse a ele:
Oh grande sábio, decifra-me ou te devoro!
Eu sou o simbolo da verdade do mundo.
Tens 10 segundos ou te devoro.

Freud pensou... e um ato falho cometeu:
Ok, tudo bem... É só o meu pênis.
Ops, digo... quero dizer, vamos lá...
Tenho certeza que seu problema é o “complexo de Cleópatra”.
Você sempre quis ser ela e ter todos aqueles pênis a sua volta...
Humm!?

A Esfinge gargalhou, quase passou mal de tanto rir.
E falou:
Boa tentativa Dr. eminente Freud, quase conseguiu me matar, me matar de tanto rir. 
kkkkkk
Mas, mas...
SSSSSSSSSgrgrgrgrffffffffkrkrkrkrkcrakapuffff!!!!!

Não sobrou nem pó do fumo do cachimbo de Freud.

Um pouco mais a diante passava um menino de 15 anos bem na frente da Esfinge...

A Esfinge era imparcial, e disse ao menino o de sempre:
Decifra-me ou te devoro!
Eu sou o simbolo da verdade do mundo.
Tens 10 segundos ou te devoro.

O garoto olhou pra Esfinge com uma cara meio desolada, e disse:

Puta que pariu!
Você é totalmente louca ou o que?
Se Einstein e até Freud não deram conta dessa merda, que dirá eu cacete!
Vai a merda!

E a Esfinge quieta...

O garoto então abaixou o short, virou-se de costas pra Esfinge e BRUUUUUFFFFFF, peidou na cara dela.
E disse:
vai fundo que eu to fervendo!
Pode me devorar que vai ter uma dor de barriga desgraçada!

O garoto fechou os olhos, contraiu todo o seu corpo e esperou por ser devorado com um ultimo suspiro profundo de ar.

Passaram-se alguns segundos e nada...

O jovem abriu os olhos e onde estava a Esfinge gigantesca, agora não havia nada, nenhum sinal da Esfinge, nada nada.
Era atordoante aquele silêncio.

O jovem manteve-se parado e meio em choque indagou:
O que que tá havendo?

Então uma voz falou:

Muito bem meu jovem, muito bem!
Na verdade eu ainda estou aqui mesmo.
Eu, a Esfinge sou imortal.
Mas não mais para você meu jovem.
Você me decifrou, e então se libertou.
Ao me ironizar e me gozar você descobriu que no fundo nada na vida é sério, ou deve e pode ser explicado tão a fundo.
A explicação é a maior ilusão de todo homem.
Muitos homens, grandes homens, inteligentíssimos de todos os tipos e áreas que podes imaginar, foram devorados por mim, devido a esse pecado original.

O pecado da razão.
O pecado que lhes tira o chão.
A explicação.
Toda explicação pede outra e aí se faz a confusão.

A explicação é uma mamadeira sem fim que termina por matar muitos homens que não se deixam saciar, e continuam a buscar, a beber e por fim derramar.
O segredo da vida é o ponto.
Tudo que excede encontra-se no mesmo ponto de partida, a angustia.

Parabéns meu caro! Siga em frente e não esqueça dessa lição.
Esfinges voltaram a lhe testar.
Derrote-as sempre!
Bravo!!


             Rodrigo Jorge Bucker – Niterói 2012